Quando eu tinha 14 anos, passei a ouvir que depois dos 15 o tempo voa, a vida corre ligeira e que, quando nos damos conta, já estamos com 30. Apenas uma correção: 34. Tenho 34 anos e posso dizer que realmente o clichê é pertinente: a vida passou rápido demais.
Do alto dos meus
Então, estou aqui hoje, constatando que não me tornei nada do que eu esperava ser e, principalmente, não sou, nem de longe, o que esperavam que eu fosse. Sou um grande potencial desperdiçado (sem falsa modéstias), uma inteligência degradada por episódios longos e exaustivos de depressão e distimia, um ser humano lutando para permanecer ativa quando, cotidianamente, eu só quero saber o que que quero. Acreditem: isso já é muito.
Por enquanto, tenho tentado conviver com a solidão; solidão que é consequência de uma escolha que fiz por amor e esperança, mas que tem me martirizado e ensinado tantas coisas. Nesse isolamento, tenho aprendido que as escolhas mais simples podem ser muito complexas, que conviver é demasiado difícil e que retomar e recomeçar exigem um esforço que não me sinto sempre capaz de fazer.
Portanto, eu começo aqui uma jornada de intensos diálogos comigo mesma, torcendo para que alguém leia essas linhas e se manifeste. Eu espero por comentários que enriqueçam dividindo, na esperança - talvez vã - de que nos ajudemos mutuamente no esforço que é existir.
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